quarta-feira, 3 de junho de 2009

SUMARIO

Apresentação: Polemica do Dom e Inspiração - usaremos dois escritores com estratégias de escrita opostas: Clarice Lispector Edgar Allan Poe

Capitulo 1: Escrita - Contar sobre a diversidade dos processos de escrita, para isso usaremos os depoimentos do Como escrevo, entrevista com João Cabral, memorias pessoais, livros lidos (roda), textos sobre estrategias de escrita
Subtitulos:Estrategias de escrita, memorias

Capitulo 2: Leitura - Refletir sobre as diferentes formas de contato com a leitura, para isso usaremos o seminario 2, memorias pessoais, João Ubaldo, Graciliano, Estrategias de leitura
Subtitulos: Estratégias, memorias (primeiro contato com a leitura)

Conclusão: Discutir que apesar dos processos de leitura e escrita ocorrerem cognitivamente separados eles são indissociaveis para isso usaremos o texto de Susan e Seminario 1

SUMÁRIO:
Apresentação: Dom, inspiração, estratégias... O que nos leva a escrever?

Capitulo 1: Escrita
1.1 Como a escrita começou
1.2 O que nos move a escrever – escritores e do grupo
1.3 Estratégias de escrita

Capitulo 2: Leitura
2.1 como a leitura começou
2.2 Formação do Leitor: Graciliano e João Ubaldo e do grupo
2.3 Estratégias de leitura

Conclusão:
"A leitura é a apoteose da escrita"

Divisão de tarefas para a aula:

  • Luanna - está fazendo do texto da introdução
  • Julia - está fazendo o texto da conclusão e resumindo a história da escrita
  • Fabiane e Arlene - estão fazendo a edição do texto "O que nos move a escrever" e "Formação de Leitores"

O que fizemos hoje:

Terminamos de escrever a introdução, a conclusão, o que nos move a escrever e a formação de leitores.

Organizamos tudo em um texto único para que a Julia edite e coloque as referências.

Divisão de tarefas para terminar:

  • Julia - Terminar de editar e colocar as referencias
  • Luanna - escrever sobre estratégias de escrita
  • Arlene e Fabiane - escrever sobre estratégias de leitura

segunda-feira, 1 de junho de 2009

"ELES PASSARÃO...EU PASSARINHO"



Na ultima aula a Thaisy leu sobre Mário Quintana e achei lindo quando ele disse que a questão não é o que eu vou dizer e sim como eu vou dizer.
Muitas vezes nos preocupamos com as palavras escritas e não prestamos atenção se estamos conseguindo comunicar ao nosso leitor o que realmente queremos dizer, que é o que realmente importa.
Mas para quem quer levar as maravilhas que Quintana escreve aos pequenos vou dar algumas dicas legais de livros escrito por ele especialmente para os pequenos:
  • O batalhão das letras - 1948
  • Pé de pilão - 1975
  • Lili inventa o mundo - 1983
  • Nariz de vidro - 1984
  • O sapo amarelo - 1984
  • Sapato furado - 1994

Do ultimo livro de Quintana para as crianças separei um pedacinho para todos se deliciarem.

O Milagre

Dias maravilhosos em que os jornais vêm

Cheios de poesia... e do lábio do amigo

Brotam palavras e eterno encanto...

Dias mágicos...

Em que burgueses espiam, através das vidraças dos escritórios, as graças gratuitas

Das nuvens...

Obs: O titulo é uma frase dita por Quintana

quarta-feira, 27 de maio de 2009

PERGUNTA DO SEMINARIO 6

Não creio que o livro impresso irá desaparecer com o surgimento do livro virtual, pois muitas outras tecnologias surgiram e não fizeram com que outras coisas caissem no esquecimento, apenas são usadas por pessoas saudositas. Penso que com livro será do mesmo modo, pois adoro olhar o livro, sentir o seu peso, folear as páginas e sentir o cheiro do livro novo nas minhas mãos. Creio que não devo ser a unica a pensar desta maneira, e assim muitos continuaram a ler os livros impressos mesmo com a chegada do livro virtual.

terça-feira, 26 de maio de 2009

PERGUNTA DO SEMINÁRIO 3

ALGUNS AUTORES DEFENDEM QUE A CRIANÇA LÊ LETRA POR LETRA, E ASSIM, FORMANDO SÍLABAS, DESCOBRE A PALAVRA. OUTROS DIZEM QUE COM A EXPERIÊNCIA E MATURIDDADE, A CRIANÇA "ADIVINHA" A PALAVRA QUE ESTÁ POR VIR E VAI FAZENDO SUPOSIÇÕES AO LONGO DO TEXTO. COM QUAL DESTAS TEORIAS VOCÊ ESTÁ MAIS DE ACORDO E POR QUÊ?
Penso que das duas maneiras, pois se tratam de leituras diferentes. A primeira se refere a leitura de palavras, e acredito que as crianças vão conhecendo as letras aos poucos e fazendo associações entre as silabas que estão no papel, com outras que já conhecem (seu conhecimento prévio) e assim vão descodificando as palavras para poder lê-las. Com o texto, o uso dos recursos que ela já domina, como conhecer o tipo de texto que está lendo, saber sobre o assunto, ajuda a antecipar o conteúdo que esta lendo. Por isso é importante a criança ter uma bagagem ampla de conhecimentos em relação a língua escrita mesmo antes de estarem alfabetizadas, pois isso contribui bastante para o aprendizado da leitura.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

APRENDER A LER


É muito interessante ver como ao longo dos anos as pessoas vão sendo alfabetizadas e o quanto isso é marcante na vida das pessoas.
Lemos dois relatos sobre esse assunto na ultima aula (06/05) um de Graciliano Ramos e o outro de João Ulbaldo Ribeiro, o primeiro foi bem traumático, que mesmo parecendo que aquilo pudesse causar um grande trauma na vida de Graciliano, não, ele se tornou um grande escritor, superou o inicio tão conturbado e marcado com castigos, e foi alem de todas as expectativas.
João Ubaldo teve mais sorte, tinha pais mais esclarecidos, mas que de certa maneira exercia uma pressão muito grande em cima dele, o que poderia faze-lo perder o interesse, ainda bem que ele valorizou todo esse incentivo e seguiu em frente e hoje é um grande escritor.
Creio que para ambos escrever não deve vir da inspiração e nem é um dom, pois aprenderam cedo que escrever é uma árdua tarefa que se faz com paciência e muito trabalho.

A GESTAÇÃO DAS PALAVRAS


Esse era o nome da matéria de Gabriela Romeu que saiu no ultimo sábado (09/05/09) na Folhinha (Jornal Folha de São Paulo) e falava justamente sobre um tema que estamos conversando bastante nas ultimas semanas: Como os escritores criam seus textos, só que desta vez eram escritores voltados para o publico infantil. Um tema que nós adultos discutimos, com tantas controvérsias as vezes, sendo levado para o as crianças, achei bárbaro.
São ideias que vem do mundo infantil, uma frase dos filhos, ou um fato engraçado, como o "pum" soltado pela filha de Ilan Brenman, que se transformou no livro "Até as Princesas soltam pum" (Ed. Brinque-Book). Tatiana Belinky, com mais de 120 livros publicados, diz que está sempre atenta ao que dizem as crianças e pensando em seu mundo, acrescenta: "Aprendi muitas coisas com as crianças. Aprendi mais com as crianças do que com os livros".
Alguns tem seus rituais para que as ideias brotem ou bordem, como a escritora Índigo, que contou que quando faltam ideias para terminar um livro vai bordar, e bordando as palavras vêem com os pontos, ela espera que esse bordado não termine nunca.
Mas tem aqueles que culpam a tal da "inspiração" pelo fato de escreverem, mas não importa, o importante é que existem muitos escritores que dedicam seu tempo para o universo infantil e creio que enquanto isso continuar teremos muitas crianças debruçadas sobre livros ou se deliciando enquanto alguém lê para ele na escola, no sofá de casa, em uma livraria ou na cama, seja onde for, devemos manter viva essas emoções que as historias infantis despertam na imaginação dos pequenos.
Por isso leia para seus filhos, alunos, sobrinhos, para quem for, mas leia com emoção e amor, pois eles merecem.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

"TODA ESCRITA DEPENDE DA GENEROSIDADE DO LEITOR"

A escrita não existe sozinha, pois do que adianta a escrita sozinha? Registrada em um livro ou em qualquer outro lugar, sem que ninguém a leia, é algo morto, sem vida.
A escrita precisa do leitor, pois é ele quem dá vida as palavras mortas de um texto, é o leitor em sua leitura compenetrada e silenciosa que faz as palavras terem emoção, vibrarem no universo da imaginação.
É o leitor que leva um livro a se tornar um Best-seller pois se ninguém o ler, como saberemos que é bom e indicaremos para outros.
A escrita não existe sem o leitor e creio que o leitor depende da escrita para continuar vivendo.
Resposta do Seminário: A Natureza da Escrita: A Criação do Alfabeto Fonético

O QUE SE PODE APRENDER COM A LEITURA OUVIDA?

A criança que não aprendeu a ler ainda depende da leitura ouvida para conhecer o mundo letrado através da leitura ouvida, ela vai entrando em constato com diversos generos literários, conhecendo as particularidades de cada um.
Aprende que todo texto tem um começo, meio e fim, que a historia tem o seu seguimento, e o que se fala permanece na escrita, pois ela é o registro da nossa fala. Aprende a diferença da língua escrita e da língua falada, que nem tido o que falamos usamos para escrever.
Mas independente de ser criança ou adulto, quando ouvimos uma historia deixamos nossa mente livre para voar pelo universo da narrativa, viajamos para lugares distantes e nos transformamos naquilo que queremos.
Resposta do seminário: História da Leitura no Ocidente: Da Leitura em voz alta à leitura silenciosa

HISTÓRIA DA LEITURA NO OCIDENTE - DA LEITURA EM VOZ ALTA À LEITURA SILENCIOSA

Os leitores silenciosos

MANGUEL, A. Uma história da leitura. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, p. 57-71

A leitura até o século I era feita em voz alta, pelos filósofos e pensadores da época, tanto sozinhos como em suas oratórias aos seus discípulos.
Para os pensadores dessa época, a leitura em voz alta dava às palavras mortas do papel o poder de voar, dar vida.
Era importante ouvir o som das palavras, pois ler era uma forma de pensar e falar.
O primeiro registro na literatura ocidental que documenta o exercício da leitura silenciosa foi feito por Santo Agostinho, em suas Confissões, no ano 383, onde ele se refere a Santo Ambrósio: “Quando ele lia, seus olhos perscrutavam a pagina e seu coração buscava sentido, mas sua voz ficava em silêncio e sua língua quieta” (p. 58). Antes desse registro, foram encontrados outros relatos, mas todos incertos.
Santo Agostinho também experimentou essa leitura silenciosa e relatou-a em suas Confissões, por volta de 386, quando ele e seu amigo Alípio leram as Epistolas de Paulo como nós a leríamos hoje: em silêncio, para o aprendizado privado, e em voz alta, para compartilhar com sua companhia a revelação do texto.
A leitura silenciosa só se tornou prática usual no Ocidente no século X.
A leitura em voz alta se explica pela tecnologia de escrita empregada naqueles tempos. A escrita antigamente era muito complexa, pois não havia a separação das palavras, nem a diferença entre letras maiúsculas e minúsculas; e nem pontuação, como a temos hoje. Não havia sentido de direção, pois era feita em rolos. Para compreender o texto o leitor tinha que lê-lo em voz alta, para evitar os erros de interpretação atribuir sentido às palavras grafadas sem segmentação ou qualquer sinal gráfico que facilitasse sua discriminação visual rápida. Cabia ao ouvinte “desembaralhar o que ao olho parecia uma linha contínua de signos” (p.64).
As línguas primordiais da Bíblia (aramaico e hebreu) não faziam diferença entre o ato de ler e de falar, dando a ambos o mesmo nome.
Quando os monges copistas começaram a tradução das escrituras Sagradas e a organização desses textos em paginas, capítulos e a criar um sistema de pontuação, foi que se começou a utilizar a leitura silenciosa como norma dentro dos scriptorium (lugar onde os monges escreviam), pois os monges deveriam ter uma leitura mais concentrada e com reflexão para que a tradução e também a cópia saísse perfeita.
A leitura silenciosa também podia representar muitos perigos, pois a Igreja na época, não podia imaginar a leitura silenciosa de suas escrituras. Muitos pensadores da época fizeram suas próprias interpretações acerca dessas escrituras e assim levantaram hipóteses contrárias ao que a Igreja pregava. Entre eles, Martinho Lutero, que no ano 1517 proclamou as 95 teses contra a prática das indulgências e outros abusos eclesiásticos.
Certamente Santo Agostinho no ano de 383, não imaginava que o que ele observou em Santo Ambrósio se tornaria uma prática tão usual nos séculos seguintes, com uma multidão de leitores silenciosos onde quer que olhemos.


A Leitura ouvida

MANGUEL, A. Uma história da leitura. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, p. 131-147

A leitura se tornou privilégios de poucos, pois sendo a igreja a detentora do saber, esse privilegio só chegava a quem podia pagar por ele.
Na Idade Media era comum a pratica de ouvir alguém ler, pois a alfabetização era rara e os livros, propriedade dos ricos.
Nas cortes, e às vezes também em casas mais humildes, os livros eram lidos em voz alta, tanto com finalidade de instrução quanto de entretenimento.
Por volta do ano 529, quando São Bento fundou o seu mosteiro, uma das regras era a leitura em voz alta, por um dos monges, durante as refeições.
A partir do século XI, em toda a Europa joglars intinerantes recitavam ou cantavam versos deles mesmos ou de autoria dos mestres trovadores, armazenados em suas prodigiosas memórias.
No século XV os Évangiles des Querovilles (Evangelhos das rocas), mostra quão fluidos podiam ser essas leituras informais, pois registra situações em que as mulheres da época, observar o que os homens escreviam sobre elas nos pasquins, começam a se reunir para comentarem essas leituras e dar a sua visão feminina.
No século XVII era muito comum ver pessoas reunidas em estalagens à beira das estradas para ouvir alguém lendo para eles.
No começo do século XIX, quando a imagem de uma mulher culta ainda era desaprovada na Inglaterra, ouvir leituras tornou-se uma das maneiras aceitas para as mulheres estudarem.
Com o passar do tempo começaram a surgir jornais de movimentos sindicais, que divulgavam notícias sobre o modo desumano como operários eram tratados nas fabricas de charutos. Mas essas políticas não chegavam aos trabalhadores, pois esses, na grande maioria eram analfabetos.
Em 1865, Saturnino Martínez, charuteiro e poeta de Cuba, publica o jornal La Aurora, voltado aos trabalhadores, publicando alem de política, ciência e literatura, poemas e contos.
Mas ele logo percebeu que o analfabetismo impedia que suas publicações chegassem a quem ele realmente quer atingir. Então ele teve a idéia de pôr leitores dentro das fábricas e, assim, com a ajuda de diretores de fabricas foi implantado um lector oficial que tinha a tarefa de ler para os trabalhadores enquanto esses trabalhavam.
Além de notícias, essas leituras também versavam sobre a literatura da época. Em pouco tempo isso se tornou conhecido e o governo a considerou a atividade “subversiva” e a proibiu através de um decreto em 1866. As leituras mesmo assim continuaram acontecendo de forma clandestina, mas por volta de 1870 ela desapareceu por completo.
Mas ela não foi esquecida, e ressurgiu em solo americano, levado pelos próprios operários depois da guerra dos Dez Anos da Independência de Cuba.
Ouvir alguém lendo para eles, descobriram os charuteiros, permitia-lhes revestir a atividade de enrolar as folhas escuras do tabaco – atividade mecânica e entorpecedora da mente – com aventuras a seguir, idéias a levar em consideração, reflexões das quais se apropriar (p. 136).
Com o passar dos tempos a leitura em voz alta para ouvintes tornou-se habitual, pois ouvir alguém ler permite ao ouvinte uma escuta intima das reações que normalmente devem passar despercebidas.
Ler em voz alta não é um ato privado, é a leitura feita para compartilhar o texto. A escolha do material de leitura deve ser socialmente aceitável tanto para o leitor como para o publico.

Perguntas:
1 – O que se pode aprender com a leitura ouvida?
2 – Ensinar a ler em voz alta é ensinar a ler?
3 – Quando a leitura em voz alta é interessante e produtiva?
4 – A leitura em voz alta que praticamos hoje tem a mesma função e sentido da que antes do século X?
Resumo do Seminário - 29/05/09

segunda-feira, 27 de abril de 2009

O CORVO - EDGAR ALLAN POE


Quando li o poema fiquei intrigada, ele me prendeu, me fez querer ir até o final e ler nas entrelinhas o que ele queria dizer. Mas quando terminou fiquei confusa, cadê o Corvo? Porque ele deu esse nome, se não fala de corvo?
Então fui ler o texto "A filosofia da composição" para entender. E lendo trechos do poema que ele sita no texto, me perguntei: Isso não está no poema?
Fui para a Internet e entendi o poema estava incompleto, então pude apreciar a obra de Edgar Allan Poe na integra e descobrir que ele é tenebroso, mas muito bom.
Entendido o poema e analisando a sua maneira de escrever só posso dizer que ele é muito sincero quando fala de sua obra. Ele vai contra a quase todos os outros escritores que falam de DOM e INSPIRAÇÃO para escrever e afirma que sua obra é uma construção minuciosa onde cada palavra é escolhida e cada verso é planejado. Inspiração para ele deve ser palavra proibida.
Escrever da maneira como ele faz é coisa de alguém muito inteligente e detalista, pois ele segue os passos de um arquiteto: escolhe o tema, busca dentro dele os elementos as palavras para compo-lo, faz modificações no meio do caminho. É um jogo de palavras que vai se juntando e formando um texto. Não algo inesplicavel, como para muitos.
Ele fala em construir o texto, como João Cabral também afirma que o seu processo de escrita tem algo de construir; e que esses inícios de textos são "vacilantes embriões", referindo-se ao processo de espera para que o texto esteja pronto (nasça), como Rachel de Queiroz, quando fala em "gerar" seus textos.
Tem quem pense que isso é falta de romantismo, ou algo parecido, mas quantos poemas será que foram milimetricamente construídos? E eles dizem que foi a inspiração, e nos suspiramos por seus versos, achamos que por trás teve uma "musa inspiradora", e não. É só uma construção.
Mas ninguém pode negar que esses textos não são bonitos e nos prende, e sendo assim pode ser considerado um bom texto. Mas uma obra construída também o é, pelo menos eu gostei do Corvo e não vejo nada de mais em o autor afirmar que construiu o seu texto.
Escrever um livro, como já vimos vários autores contarem, é um processo demorado, que leva meses, pois ele precisa criar cada personagem, descrever cada ambiente, compor cada pagina. O poema também é uma narrativa, só que ao invés de estar em páginas, está em versos, e também deve-se haver uma pesquisa, uma construção para que ele desperte no leitor sensações que o escritor deseja e outras que será particular de cada um que o leia, pois o texto é do leitor e não do escritor, já que podemos interpreta-lo a nossa maneira.
E para a INSPIRAÇÃO eu digo um nermore, ou seja, nunca mais.

CATAR FEIJÃO - ENTENDIMENTO



Estava lá tão claro e eu não vi, e olha que li varias vezes o texto tentando entende-lo.
Como podia ser tão claro e eu não entender?
A construção poética de João Cabral de Melo Neto em Catar feijão não tem nada de inspiração, é uma construção como ele mesmo diz (Considerações do poeta em virgula - 1996), pois escolheu cada palavra para criar a poesia, para captar a nossa atenção em cada frase.
Mas como o próprio autor diz sobre suas obras "(...) minha obra permite múltipla leitura, (...) O sujeito faz uma obra (...) O espectador vê essa obra como ele quiser.
Assim fui eu, e creio que muitos que leram, cada qual fez sua interpretação do texto. O viu de uma maneira.
Quantas interpretações um texto pode nos dar? O que o autor realmente quer nos falar?
A cada texto lido, vejo que a tal da inspiração não existe. O que temos que fazer para escrever bem é escolher as palavras certas, fazer as combinações perfeitas entre elas, que traga algo para quem vai ler, algo que dê vontade de continuar lendo e de buscar outras obras do mesmo autor para ler, pois ela foi a pedra que nos fez parar e reler tudo de novo, e de novo, até entender.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

A LEITURA ME ACALMA



Era domingo de Páscoa, depois de um dia feliz junto com a minha família, não conseguia dormir. Estava angustiada, mas não sabia porque. Rolava na cama, mas o sono não vinha, sentia o meu coração acelerado e não sabia porque.
Por fim resolvi levantar ir até a cozinha e preparar um chá para ver se isso me acalmava. A casa estava silenciosa, todos já dormiam.
Preparei meu chá e fui para a sala e fiquei lá, tomando o chá e olhando para meus livros na estante e me lembrei de um que ainda não li, por conta dos textos da faculdades, não consegui achar tempo de namora-lo.
Peguei o livro (Paixão Índia) e li a primeira página e não parei mais de ler. Com o passar das páginas fui me sentindo mais calma, mais relaxada, já não sentia mais aquela angustia, meu coração desacelerou e eu relaxei.
A leitura me prendeu ali na sala, deitada no sofá, me deliciando a capa página, como a meses eu não fazia.
O sono veio, mas eu não queria parar, queria continuar a leitura que já me fascinava.
Já passava da meia-noite, mais de cinquenta páginas lidas, os olhos já não se aquentavam mais, eu tive que ir dormir, mas sabendo que agora não tenho como parar de ler esse livro, pois ele já me conquistou.
Nunca tinha percebido o quanto a leitura me faz relaxar, descansando a minha mente e me acalmando. Foi uma experiência maravilhosa, perceber todas as sensações que experimentei nesse dia.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

ESCRITA E LEITURA PARA ROSA MONTEIRO


"O escritor está sempre escrevendo. Nisto consiste a graça de ser romancista: na torrente de palavras que borbulham constantemente em seu cérebro. Já redigi muitos parágrafos, inúmeras páginas, incontáveis artigos enquanto estou passeando com meus cachorros (...)" (A louca da casa - pag. 13)

As ideias são assim podem vir em momentos que a gente menos espera e nesses momentos conseguimos criar coisas que não imaginamos, e isso não quer dizer que essas ideias vieram do nada (Dom, inspiração) elas já estavam lá, guardadas em nossa memória. Nós só a juntamos com outras, também vividas, ou vistas naquele instante, e ai vem a nossa criação.

"Há pouco tempo ouvi em Gijón a escritora argentina Graciela Cabal falar em publico (...) Veio dizer que um leitor tem uma vida muito muito mais longa que as outras pessoas, porque não morrem antes de acabar um livro que está lendo (...). (A louca da casa - pag 143)"

Acho que vou demorar muito a morrer. Pois é quase impossível me verem sem um livro nas mãos, sempre lendo. Esse é o meu passa tempo preferido. Leio por prazer, por vontade de aprender, para conhecer lugares distantes, leio até sem motivo aparente, mas leio.

terça-feira, 24 de março de 2009

RACHEL DE QUEIROZ



Nos textos de Rachel de Queiroz que a Márcia nos deu para ler trata desse tema tão discutido nos últimos dias, a inspiração. A visão da escritora é bem parecida com algo que já escrevi, pois para ela inspiração é como uma gestação, existe um tempo, um período de espera para que o parto aconteça. Não dá para ser na hora que queremos, é na hora que tudo está pronto dentro da nossa memória.
Outro ponto interessante foi a frase "(...)capacidade de intenção,que tão pouco se repete e tão invariavelmente cria(...)", nós somos assim muitas vezes pegamos carona no que já existe para criar algo novo, a criação é muito pouca.
Mas por outro lado no outro texto ela fala sobre o "Dom" de escrever, que nascemos com ele e aprimoramos, e eu pergunto: Todos nós nascemos ou só poucos privilegiados?
É uma grande contradição com tudo o que estamos falando em sala de aula, a inspiração não existe, mas o dom nascemos com ele? Isso me deixou um tanto confusa.
Quem sabe na próxima aula isso seja esclarecido.

sexta-feira, 20 de março de 2009

ÉRICO VERISSIMO E FERNANDO SABINO



Esses foram os escritores escolhidos do livro "Como escrevo?", por nossas colegas Kátia e Carolina no último dia 18/03.
São realmente dois grandes escritores da literatura brasileira e em torno de seus depoimentos o assunto que surgiu foi sobre as referências que usamos para escrever, buscando o que está em nossa memória. E para termos esse arquivo é necessário sermos mais observadores, estar sempre atentos a tudo o que esta ao nosso redor.
Outra coisa foi sobre as criticas que fazemos sobre nós, que muitas vezes somos tão críticos com o que fazemos que não conseguimos dar inicio a uma escrita de texto, pois já imaginamos o que os outros vão pensar.
Para escrever temos que planejar, buscar nossas referências no arquivo de memórias, mas temos que ser livres e fazer o que achamos que é bom e não nos preocupar tanto com o que o outro irá pensar. Afinal não podemos agradar a todos.

INSPIRAÇÃO PARTE 3 - O RETORNO



Na aula do dia 18/03, a Márcia voltou ao assunto "inspiração" e nos falou sobre um estudo feito com estudantes americanos sobre revisão de textos, onde eles usavam a palavra inspiração para justificar o porque de seus textos estarem bons ou não, ou seja, se estavam inspirados os textos estavam bons e necessitavam de poucas revisões, do contrário era necessário revisar mais vezes. Era como uma válvula de escape para justificar o que não conseguiam fazer e explicar de forma mais concreta.
Isso muitas vezes acontece com a gente, buscamos palavras como inspiração e dom, que tem um sentido muito amplo para justificar uma falha, uma dificuldade, entre outras coisas e esquecemos que todos nós somos capazes de produzir algo se nos esforçarmos, se buscarmos referências, se corrermos a trás com certeza dará certo.

ROSA MONTEIRO



Rosa Monteiro, escritora e jornalista, nasceu em Madri no dia 03 de Janeiro de 1951. Sua paixão pelos livros começou na infância, por causa de uma tuberculose que a confinou em casa dos 5 aos 9 anos.

Trabalhou nos principais jornais do país e é colunista do El País, desde 1976.

Recebeu vários prêmios entre eles o Qué Leer em 2004 para o melhor livro espanhol e o Grinzane Cavour de literatura estrangeira em 2005.

É autora de 26 livros - 03 publicados no Brasil. São eles:

  • Paixões - 1999
  • A louca da casa - 2003
  • Histórias do Rei transparente - 2005

Sobre o livro a Louca da casa ela comenta em uma entrevista: "Acho que é o meu livro mais original, o melhor que escrevi, entre outras coisas porque é diferente de todo o resto(...) Nós, seres humanos, somos sobretudo animais imaginativos, fantasiosos. E a imaginação completa a realidade(...) a imaginação salva-nos(...)

Esse titulo surgiu da frase de Sta. Teresa de Jesus -"A imaginação é a louca da casa"

quinta-feira, 19 de março de 2009

COMO ESCOLHO MEUS LIVROS



Costumo brincar que escolher um bom livro é como conseguir um bom namorado. Tudo começa com um olhar, eu olho os livros na livraria e fico procurando aquele que me agrada, quando encontro chego mais perto e faço um primeiro contato, pego na mão leio a sinapse (a primeira troca de conversa), se me agrado puxo assunto, leio as orelhas, a introdução. Se vejo que a conversa esta boa, é hora de ir mais além, compro o livro e vou fundo na leitura, namorar também é assim se as primeiras conversas são boas tem sempre um segundo encontro. Se o livro for bom entra na minha lista dos preferidos, tem um lugar reservado na minha estante, comento com as amigas, leio várias vezes, as vezes enjoa, mas depois da vontade de ler de novo e ele fica lá para sempre.
Então se você quer ler um bom livro e não sabe como escolher use a minha técnica, garanto nunca falhou com os livros.

quarta-feira, 18 de março de 2009

COMO A ESCRITA ENTROU EM MINHA VIDA

Sempre gostei de escrever e mesmo antes de aprender já adorava rabiscar em cadernos que minha mãe comprava. Depois de alfabetizada a escrita ficou uma coisa escolar, só tarefas. Ela só feito ter um significado maior no início da adolescência, foi quando comecei a escrever cartas para a minha avó paterna que morava no Espírito Santo. Nós éramos muito ligadas e mensalmente nos correspondiamos por cartas para saber noticias uma da outra.
Eu adorava receber essas cartas para poder ler e responde-las, era algo como confidenciar com uma grande amiga e era isso o que ela era para mim.
Mas com a entrada na adolescência, onde nos tornamos um tanto rebelde, fui deixando isso de lado e me dedicando a escrever em meu diário, era lá que eu contava sobre meus amores da juventude, minhas tristezas e alegrias, isso me fazia muito bem, pois nas palavras eu expressava tudo o que muitas vezes não conseguia falando.
As cartas que recebia de minha avó se perderam com o tempo, mas essa lembrança ficou guardada, já o meu diário acabei queimando para apagar todas aquelas lembranças.

A LOUCA DA CASA



Quem é a Louca da casa? Me fiz essa pergunta desde o inicio, e isso foi um dos motivos para escolher este livro.
Penso que descobri quem é ela, ou quem são elas, pois ela pode estar dentro de cada um de nós e pode ser mais de uma, é ela quem nos faz ter ideias, nos leva a escrever. Será ela a nossa inspiração? Ou será ela o nosso depósito de lembranças?
Para Rosa Monteiro, nós escrevemos o que os outros já escreveram, o que vemos, vivemos e ouvimos, as palavras não vem do acaso, precisa ter algo concreto que nos leve a escrever.
Na escrita você pode viajar, escrever o que é real e o que é imaginário, isso se mistura no livro dela e creio que na nossa vida também seja assim, pois cada um conta sua história da maneira que achar mais interessante, e quem é capaz de dizer qual é a verdadeira.
Quer descobrir quem é essa louca que habita em cada um de nós? Leia o livro.

sexta-feira, 13 de março de 2009

ANA MARIA MACHADO



A autora que escolhi para ler do livro "Como escrevo" foi Ana Maria Machado.
O que ficou marcado do depoimento dela para mim foi a comparação de escrever com a onda. Para mim essa onda é o nosso pensamento que vai juntando fatos vividos, vistos, ouvidos e imaginados. Ele junta pedacinhos de cada um e vai formulando suas ideias, criando suas histórias, vai enchendo. E quando a onda de pensamentos se enche é só "pega-la" e surfar nas palavras.
Isso pode ser a tão falada "inspiração" que tanto se falou na última aula, é algo vivido, não algo que se tem do nada ou algo que simplesmente acontece, ninguém tira ideias do nada.
Agora para quem quer ir nas ondas de Ana Maria Machado e levar junto os pequenos, ai vai algumas dicas de leitura:

  • Menina bonita do laço de fita;
  • A galinha que criava um pintinho;
  • O avental que o vento leva;
  • Besouro e prata.

MEU PRIMEIRO LIVRO



O primeiro livro que li foi um pouco tarde, pois eu já estava com onze anos e foi na escola (ler para fazer uma prova), antes disso eu só lia os textos dos livros didáticos.
Nunca me esqueci desse livro "O mistério do cinco estrelas" de Marcos Rey. Eu fiquei fascinada com a história e principalmente por ter um livro - ele era meu.
Depois disso não parei mais de ler, li vários dessa coleção, quase todos do Marcos Rey, esses não eram meus, pois eu os pegava emprestado na biblioteca, mas os devorava com a mesma vontade, vontade de viajar nas histórias, de conhecer lugares diferentes, a cada dia um novo lugar uma nova história.
Esse livro foi tão marcante para mim que no último Natal eu comprei um exemplar para a minha filha (claro que esse não foi seu primeiro livro), ela também adorou a história.

CATAR FEIJÕES - João Cabral de Melo Neto


Este texto foi escrito a partir de observações sobre o minha maneira de sentir o texto durante a leitura em sala de aula:


  • Eu me senti confusa, pois não conseguia me concentrar no que as palavras do texto queriam dizer e nas sensações que eu estava sentindo;

  • Demorei a me concentrar para entender o texto;

  • Li várias vezes.